Gelprime anuncia R$ 300 milhões em complexo industrial no Paraná

Gelprime anuncia R$ 300 milhões em complexo industrial no Paraná

Foto: Jose Fernando Ogura/AEN

A Gelprime, empresa do grupo Vancouros, anunciou na terça-feira (20) um investimento de cerca de R$ 300 milhões em um complexo industrial em Ibiporã, no Norte do Paraná. Serão gerados 350 empregos diretos, além de inúmeros indiretos ligados à logística e insumos. A companhia produzirá nessa planta colágeno hidrolisado e gelatina para as indústrias farmacêutica e alimentícia.

O investimento conta com apoio do governo do Paraná, por meio de um programa de tratamento tributário diferenciado. A assinatura do acordo com a Secretaria da Fazenda aconteceu no Palácio Iguaçu.

O aporte está dividido em duas etapas. A primeira prevê investimento de R$ 186,8 milhões para produzir gelatina, fase que deve gerar 150 empregos diretos e que foi aprovada no protocolo de adesão com apoio do estado. O barracão começou a ser construído em abril deste ano, com previsão de inauguração para novembro de 2021.

Em seguida a Gelprime começará a construção da fábrica de colágeno para atender as indústrias farmacêuticas brasileiras e globais. A estratégia é aproveitar melhor os subprodutos da indústria do couro bovino, como raspas, aparas e recortes, fechando a cadeia produtiva de forma sustentável, sem descartes.

Segundo o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, a expectativa é pela atração de novas empresas na região a partir desse investimento de R$ 300 milhões. “É uma empresa de ponta, que gera emprego qualificado, e junto com ela trabalhamos a cadeia produtiva. As empresas que trabalham no entorno vêm junto com um aporte desse tamanho. Hoje trabalhamos buscando empregos de qualidade para gerar mais rentabilidade para os paranaenses”, destacou.

A empresa Gelprime pertence ao grupo Vancouros, tradicional no ramo de curtimento de couros no País. É uma companhia de origem paranaense e que emprega atualmente 1,4 mil pessoas no Estado, com previsão de alcançar 2,1 mil com os 350 empregos desse novo complexo e as 400 contratações na planta de manuseio do couro para revestimento de bancos de automóveis, móveis e calçados em Rolândia.

A primeira fábrica terá capacidade para produzir 7 mil toneladas de gelatina por mês. A segunda etapa, da transformação em colágeno, que é um produto com mais tecnologia agregada, vai atingir um mercado em alta no Brasil e no mundo. A empresa desenvolveu um sistema para romper o colágeno da gelatina para atender as necessidades de absorção do corpo humano. O colágeno hidrolisado é um suplemento alimentar extraído da cartilagem bovina que proporciona firmeza e elasticidade à pele, combatendo o envelhecimento e a flacidez.

Entre as prioridades da empresa estão atender o mercado de gelatinas para remédios/comprimidos, o que facilita a digestão, e a venda para gigantes da alimentação, como a Nestlé Kraft, Heinz e Pepsico.

Fonte: AEN

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